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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

round midnight


Olá, queridos!

Cartas de hoje, dia de Mercúrio, na 2ª hora do Sol: O Coração (Príncipe de Copas) + as cartas de corte: O Coração (de novo!) e A Lua (8 de Copas). A carta do coração rege a casa VII, casa de Libra, 2º domicílio de Vênus, esfera dos nossos relacionamentos íntimos e parcerias, e representa envolvimento emocional, amor e paixão. Marte, o guerreiro planeta da ação transita atualmente neste território, o signo de Libra. A carta da lua rege o signo de Câncer, onde temos Lua, Júpiter retrógrado e Lilith em trânsito, e nos fala de honrarias por merecimento, envolvimento emocional na questão, intuição, mistérios e sombras.

Aspectos do Céu:
No céu do dia temos a Lua crescente em Câncer conjunta a Lilith, oposta ao Sol em Capricórnio, em quadratura em T com Marte em Libra e Vênus retrógrado em Capricórnio e em trígono com Saturno em Escorpião. Júpiter retrógrado em Câncer participa de duas quadraturas em T, uma com Vênus retrógrado em Capricórnio e Marte em Libra e outra com Urano em Áries e Plutão em Capricórnio. Urano em Áries faz sextil com Mercúrio em Aquário. Netuno em Peixes faz trígono com Nodo Norte em Escorpião. Mercúrio em Aquário quadra Nodo Norte em Escorpião. Sol e Vênus retrógrado em Capricórnio fazem sextis com Saturno em Escorpião. Meio do Céu em Touro e Ascendente em Leão na hora da tiragem das cartas.

Conselho do Dia:
A lua canceriana atinge a fase cheia na madrugada de hoje para amanhã, às 02h53, e fica imediatamente fora de curso (vazia de aspectos) até às 11h02, quando ingressa Leão. Ela chega ao ápice em conjunção quase exata com Lilith (a lua negra) e em trígono com Saturno, chefe e senhor desta primeira lunação do ano. Depois de levar as emoções aos extremos, escancarando as nossas dificuldades além dos limites confortáveis, ela se casa com o avesso do nosso ser e recebe o aval de Saturno, premiando todos que conseguiram integrar luz e sombra com as bênçãos de pai e mãe, não os externos, que nos deram vida e nos criaram, mas os internos, revelando-nos pais e mães de nós mesmos, adultos, senhores de si e responsáveis pelo próprio destino. Toda a turbulência emocional que remexeu nossas profundezas diz a que veio afinal: nos mostrar que somos nós mesmos que fazemos o copo transbordar, quando vamos deixando coisas para resolver depois e elas se acumulam, se agigantam e despencam todas juntas bem em cima da nossa cabeça. Entornado o caldo, é respirar fundo e acudir, mas não tudo de uma vez. Aí que está o segredo! O que é que a gente salva depois de um tsunami que passa arrasando tudo e deixa o cenário completamente transformado? As ideias começam a se organizar de novo e finalmente a gente enxerga que algumas coisas danificadas não tinham lá tanta importância assim. E ficamos só com o essencial. Então entendemos que a maré alta acabou tendo a sua serventia, jogou fora o lixo que a gente foi acumulando sem saber o porquê. E é assim que o novo encontra espaço vazio para entrar na nossa trajetória. Quando a gente não consegue desapegar, a vida se encarrega de dar uma mãozinha... do jeito dela, assim de repente.

A primeira lua cheia do ano tem a força de Saturno, colocando as ilusões em evidência para que ele possa ceifar o que não tem a menor chance de progredir. Não é castigo, é ajuda. Assim poderemos finalmente enxergar o que tem base sólida para sustentar as nossas construções.

As cartas nos trazem o Coração duplicado com a Lua fazendo a ponte. É emoção que derrama mesmo! O cenário é de um coração que passa pela prova dos nove, o teste das ilusões que o envenenam, e volta a bater no compasso do amor real, sereno.

Hoje vamos de Thelonious Monk, por Sarah Vaughan: Round Midnight.

Gratidão!
_/\_

Texto: Lilian Guedes
Baralho: Judith Bärtschi Lenormand

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