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domingo, 9 de março de 2014

quem sabe isso quer dizer amor


Olá, queridos!

Cartas de hoje, dia do Sol, na 2ª hora de Vênus: O Cigano (Ás de Copas) + as cartas de corte: Os Lírios (Rei de Espadas) e O Buquê (Rainha de Espadas). A carta do cigano é regida por Marte e representa os homens que visitam este espaço, bem como o homem mais importante da vida das mulheres desta egrégora. Também temos aí a nossa maneira de agir representada, já que a regência da carta é de Marte. A carta dos Lírios é regida pela Lua e nos fala de paz, serenidade, bem-estar, amorosidade, além de carregar a proteção da orixá Oxum. A carta do buquê é regida por Júpiter, o grande benéfico do astral, e representa sorte, felicidade, mimos, gentileza, belas surpresas e realizações, além da proteção da sábia orixá Nanã Buruquê.

Aspectos do Céu:
No céu do dia temos a lua crescente em Câncer já iniciando conjunção com Júpiter e em trígonos com Marte R e Nodo Norte conjuntos em Libra e com Netuno em Peixes. À noite, às 19h54, a lua já bem próxima de Júpiter também começa a quadrar Urano. Mais tarde, às 22h04, ela desfaz o trígono com Marte. E às 22h06, na conjunção com Júpiter ela também entra na quadratura em T com Urano e Plutão. Urano em Áries faz quadratura em T com Júpiter em Câncer e Plutão em Capricórnio. Sol em Peixes faz trígono com Saturno R em Escorpião. Netuno em Peixes faz trígono com Júpiter em Câncer. Mercúrio em Aquário quadra Saturno R em Escorpião. Mais tarde, às 17h31, Mercúrio inicia um trígono com Marte. Vênus em Aquário faz quadratura em T com Lilith em Leão e Marte R e Nodo Norte conjuntos em Libra. Meio do Céu em Áries e Ascendente em Câncer na hora da tiragem das cartas.

Conselho do Dia:
A lua cresce no emotivo Câncer, já se enroscando em Júpiter e fazendo laços harmônicos com Marte e Netuno. Hoje é domingo, dia do Sol, a essência mais pura em nós, dia de prestar atenção ao chamado da alma. Vênus e Lilith opostas nos convidam a trabalhar o eixo do poder (Leão x Aquário), autoestima x identidade/personalidade nos grupos, o eu e a humanidade, qual é a mensagem que o nosso coração leva adiante? O equilíbrio entre o ego e a expressão humanizada deste ego, o segredo do amor incondicional ou as carências, que nada mais são do que a desarmonia com o próprio umbigo? Ontem, cercada de amigos queridos, as conversas giraram muito sobre essa temática. Falávamos de animais e do instinto natural que eles expressam, uma vez que não racionalizam, só podem agir movidos pelo coração. Nós racionalizamos demais e esquecemos do tesouro maior que guardamos dentro e sempre sabe o caminho. Temos muito a aprender com os bichos no processo de nos transformar em gente. Eles se amam, por isso nos amam incondicionalmente. Aí reside um ensinamento maravilhoso. Quem pode dar aquilo que não conhece? Quem não se ama se arma e, na insegura defesa, machuca o outro. Temos hoje uma oportunidade de ouro para lapidar mais um tanto desse diamante bruto que é a nossa essência. A lua está em casa, o signo de Câncer, nutrida pelo abraço de Júpiter e nos convidando a beber na fonte do acolhimento, por nós mesmos e pelas nossas origens, raízes. O amor pode ser delicado e caprichoso. Ontem também, uma querida, envolvida no aprendizado de ser mãe, me contava sobre o diálogo com o filho pequeno, irritado e emburrado com alguma teimosia e desafiando a paciência dela, naquele momento bem pequena mas que ela conseguiu transmutar, numa lucidez intuitiva que a reconectou à responsabilidade amorosa de promover encantamentos com a palavra. E então ela comunicou a ele sobre o poder que ele carrega dentro. Ao que ele, imediatamente interessado, respondeu com uma pergunta: e se eu gastar muito esse poder, eu fico sem? E ela lançou então o encantamento poderoso: não, meu filho, quanto mais você gastar, mais ele aumenta. Muitos pontos ganhos no aprendizado amoroso, para os dois ao mesmo tempo. Um ser amado dificilmente se deixará machucar vida afora. E a nossa responsabilidade é grande em disseminar, pelo menos no mundo menor e mais restrito que guarda as pessoas mais próximas com as quais temos vínculo estreito, a palavra que constrói. Se cada um de nós criar um mundo mais amoroso na intimidade, um mundo melhor se colocará em andamento para todos nós, oferecendo mais amor e acolhida sincera no amanhã, que é construído no agora pelas nossas atitudes. Afinal, para que viemos equipados com a razão se ela não estiver a serviço do coração?

Hoje também seremos invadidos pela saudade, uma saudade que beira a imensidão de tão grande. Por que não estamos mais perto do que ou quem é tão caro ao coração? Mercúrio faz a ponte com Marte e a lua também, revelando a necessidade de comunicar sentimentos, ir na direção do que concilia e junta, rejunta parcerias importantes demais para se perderem em conflitos motivados pelo ego. Menos egoísmo, mais generosidade nas partilhas embaladas pelo sentimento mais nobre que somos chamados a reconhecer. Que a gente consiga bater uma bola boa entre coração e razão e aproveitar o sumo precioso do amor. O coração é o tambor mais preciso que existe, consagre-o.

As cartas nos trazem Marte (O Cigano/Ás de Copas) em destaque, influenciado pelos Lírios (Lua/Rei de Espadas) e o Buquê (Júpiter/Rainha de Espadas). Que a nossa ação seja resultante da essência amorosa em nós. Que a gente aprenda a distribuir mais gentileza e boas surpresas por aí, na conexão com o poder que aumenta ainda mais quando compartilhado. Que saibamos ser gratos. O outro ângulo de interpretação das cartas, considerando os naipes, mistura razão (Espadas)`e emoção (Coração), motivando exatamente pensamentos e palavras que promovam nutrição dos sentimentos. Vamos encher a taça (Ás de Copas) e não esvaziá-la. A lua é crescente, e o encantamento que eu lanço, de todo o coração, é que toda essa intenção cresça. Que o amor transborde, amém.

A canção de hoje já passou por aqui, mas será repetida com prazer porque contém mensagem muito especial. De Lô Borges e Milton Nascimento, Quem sabe isso quer dizer amor.

Uma semana de muito amor compartilhado pra vocês e pra mim.

Gratidão!
_/\_

Texto: Lilian Guedes
Baralho: Judith Bärtschi Lenormand

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