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sexta-feira, 11 de julho de 2014

daquilo que eu sei


Olá, queridos!

Cartas de hoje, dia de Vênus, na 2ª hora de Mercúrio: Os Pássaros (7 de Ouros) + as cartas de corte: O Anel (Ás de Paus) e o Buquê (Rainha de Espadas). A carta dos pássaros é regida por Urano, o planeta irreverente que nos traz as coisas de surpresa, e representa romance, alegrias, conversas entre pessoas queridas, leveza, noção de pertencimento, comunicações. A carta do anel rege o signo de Touro, signo de terra, 1º domicílio de Vênus, e representa as nossas parcerias amorosas e sociedades. A carta do buquê é regida por Júpiter, o grande benéfico do astral, e representa sorte, felicidade, mimos, gentileza, belas surpresas e realizações, além da proteção da orixá da sabedoria, Nanã Buruquê.

Aspectos do Céu:
No céu do dia temos a lua crescente, quase cheia, em Capricórnio, conjunta a Plutão R, em quadratura em T com Sol em Câncer e Urano em Áries e em sextis com Saturno R em Escorpião e Netuno R em Peixes. A lua alcança a fase cheia amanhã de manhã, às 08h26, na formação da grande cruz cardinal com Urano, Sol e Marte, e em sextil com Saturno. Saturno R em Escorpião quadra Lilith em Leão e faz trígono com o Sol em Câncer. Marte e Nodo Norte conjuntos em Libra quadram Júpiter e Sol em Câncer e fazem trígonos com Mercúrio e Vênus em Gêmeos. Lilith em Leão faz trígono com Urano em Áries. Meio do Céu em Leão e Ascendente em Sagitário na hora da tiragem das cartas.

Conselho do Dia:
Estamos na beira do ápice da lunação canceriana, com a lua quase cheia em Capricórnio de mãos dadas com Plutão em marcha à ré, indisposta com Urano e Sol e em harmonia com Saturno e Netuno, os dois também em processo de revisão. Amanhã de manhã teremos o plenilúnio, cravado na grande cruz cardinal e sob as bênçãos de Saturno, regente da lua na cabra.

Quem somos afinal diante do mundo? Quais são as nossas carências emocionais disfarçadas, escondidas sob a capa de gente grande "bem resolvida"? A lua é responsável pelas nossas emoções e pela maneira como reagimos aos sentimentos. Na fase cheia, ela derrama intensidade e joga luz nos sucessos e insucessos dos nossos planos. Cheia em Capricórnio, ela nos coroa com as mais merecidas realizações ou nos apresenta a conta amarga do que temos negligenciado em nossa trajetória. Especialmente no abraço de Plutão, que não permite superficialidades. A relativa frieza de Capricórnio tem justa causa: a cabra não se intimida diante de qualquer dificuldade, ela conhece cada palmo do chão traiçoeiro da montanha e sabe que qualquer distração pode ser perigosa, além de roubar-lhe o precioso tempo investido. Não é fácil chegar ao topo, menos ainda cair de lá e começar de novo. Ainda assim, se valer a pena, ela reinicia a jornada. Por tudo isso, é praticamente imperdoável para este último signo de terra desconsiderar a realidade nua e crua dos sonhos plantados. Não há nada mais frustrante do que perceber uma ilusão sustentada que de repente vira pó a escorrer pelas patas determinadas que acreditaram pisar um caminho construído com verdade. Mas de quem foi o descuido senão dela própria? Em que momento ela deixou a fantasia substituir o plano concreto sustentado pelo crivo exigente de Saturno? Sem a espinha dorsal não há sonho que se mantenha de pé e, quanto mais dedicação, mais emoção envolvida, mais coisas na pilha erguida em falso, maior o tombo. Não me refiro à derrota da Seleção Brasileira, mas ironicamente também cabe como uma luva no desfecho do mundial. Me refiro sim à vida de cada um de nós, aos planos que fazemos e acreditamos. E, como estamos na lunação de Câncer, onde se deu a última lua nova, que agora cheia se opõe à clareza do Sol no trabalho de equilíbrio dos polos opostos e complementares, podemos perceber o quanto estamos crescidos ou não. O quanto ainda talvez nos comportemos como crianças ingênuas e mimadas, sem a necessária responsabilização pela nossa entrega, seja lá onde for, mas especialmente na esfera relacional, exatamente onde não devemos negligenciar o compromisso com a nossa própria maturidade emocional. Enquanto não aprendemos as lições de Saturno, voltamos algumas casas no jogo da vida, com um cenário destruído para reerguer. Com a recepção mútua (um na casa do outro) de Saturno e Plutão então, há ainda mais exigência nesta atenção básica. Sem contar que os dois estão retrógrados, nos pedindo há algum tempo para rever as estruturas das nossas construções. Hora de apurar o senso de realidade e finalizar com precisão cirúrgica o que não contemplou o esperado, antes que a torre desmorone e engula junto o sonhador.

A lição do desapego nunca foi tão clara. E, para quem souber executá-la sem mimimi, o prêmio pode estar logo ali, na próxima esquina. Urano se encarrega de trazer o inusitado, as surpresas que deixamos passar despercebidas enquanto insistimos em quebrar a cabeça no muro que se ergueu no meio do caminho, sem nos dar conta que a manobra do destino talvez queira justamente nos mostrar um atalho, ou um outro caminho muito melhor que pode mudar a vida numa tacada só, de mestre.

As cartas nos trazem os Pássaros em destaque, influenciados pelo Anel e pelo Buquê. Em dia de Vênus, o recado que se conforma com o céu é bem direto: em primeiro lugar, fidelidade, responsabilidade e gentileza consigo; assim se concorre para o encontro de dois inteiros, dispostos a compartilhar a vida.

Hoje vamos de Ivan Lins, com Daquilo Que Eu Sei.

Gratidão!
_/\_

Texto: Lilian Guedes
Baralho: Mystical Lenormand

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